DTM na Odontologia: diagnóstico e abordagens para o bem-estar do paciente

Danielly Lima
março 15, 2025
8 min de leitura
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Foto da parceira Clinicorp Dra. Danielly Lima, ela é Cirurgiã-dentista, especialista em Harmonização Orofacial. Fundadora do Instituto Danielly Lima e empresária no ramo odontológico.

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A Disfunção Temporomandibular (DTM) engloba um conjunto de condições que afetam as articulações temporomandibulares (ATM), responsáveis pelos movimentos da mandíbula. Essas articulações conectam o osso temporal do crânio à mandíbula, sendo essenciais para funções como mastigação, fala e respiração. A DTM pode manifestar-se por meio de dor, limitações de movimento, estalos articulares e, em casos mais graves, bloqueio da mandíbula.

Estudos indicam que a DTM é uma condição comum, afetando uma parcela significativa da população mundial. De acordo com uma pesquisa publicada na Journal of Oral Rehabilitation, aproximadamente 5% a 12% da população mundial sofre de algum tipo de disfunção temporomandibular (Kaltenborn, 2017). Essa condição impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes, causando desconfortos como dores de cabeça frequentes, dor facial, zumbido no ouvido, tensão muscular e dificuldades nas atividades diárias, como comer e falar.

Para os profissionais de odontologia, a DTM representa um desafio clínico significativo. O diagnóstico pode ser complexo devido à multiplicidade de fatores envolvidos, exigindo uma abordagem multidisciplinar que abrange odontologia, terapias físicas e, em alguns casos, psicoterapia. Um manejo inadequado ou tardio da DTM pode levar a complicações a longo prazo, incluindo desgaste dental, retração gengival, dor crônica e problemas mais graves nas ATM.

Neste blog, exploraremos a Disfunção Temporomandibular (DTM) e suas implicações na odontologia. Abordaremos as causas, sintomas e as melhores estratégias de diagnóstico e tratamento, além de discutir como os dentistas podem atuar na prevenção e acompanhamento dessa condição.

Texto por Dra. Danielly Lima

Boa leitura!

O que é DTM?

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um conjunto de condições que afetam as articulações temporomandibulares (ATM), responsáveis pela movimentação da mandíbula. Essas articulações conectam o osso temporal do crânio à mandíbula e desempenham um papel crucial nos movimentos de mastigação, fala e respiração. 

A DTM pode envolver dor, dificuldade de movimento, estalos nas articulações e, em casos severos, bloqueio da mandíbula. Além disso, a DTM pode causar uma série de sintomas desconfortáveis, como dores de cabeça, dor facial, zumbido no ouvido, dor nas articulações temporomandibulares e tensão muscular. Esses sintomas afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes, gerando dificuldades para comer, falar e realizar atividades do dia a dia.

Para os dentistas, a DTM representa um desafio na rotina clínica, pois o diagnóstico pode ser complexo e envolve múltiplos fatores. É necessária uma abordagem multidisciplinar (odontologia, terapias físicas, psicoterapia, entre outros) para tratar a condição adequadamente. O manejo inadequado ou tardio pode resultar em complicações a longo prazo, como desgaste dental, retração gengival, dor crônica e até mesmo problemas mais graves na ATM. 

O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir a progressão dos sintomas e evitar complicações. Um diagnóstico preciso e a implementação de uma abordagem terapêutica eficaz são essenciais para restaurar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o impacto da DTM em sua rotina.

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As principais causas da DTM

A DTM é um conjunto de condições que afetam as articulações temporomandibulares (ATM), causando dor, dificuldade de movimento e estalos na mandíbula. Os principais fatores causadores da DTM incluem:

  • Estresse e bruxismo: o estresse pode levar ao bruxismo (ato de ranger os dentes), o que sobrecarrega as ATM, causando dor e disfunção.
  • Má oclusão e hábitos parafuncionais: problemas de alinhamento dos dentes e hábitos como roer unhas ou morder objetos também podem afetar a ATM.
  • Alterações na ATM: alterações estruturais ou lesões na articulação podem levar à DTM, como deslocamento ou desgaste da cartilagem.
  • Impactos de traumas e fatores genéticos: traumas na mandíbula ou predisposição genética também podem contribuir para o desenvolvimento da DTM.

Sintomas da DTM: como reconhecer os sinais clínicos

Você pode reconhecer os sintomas da DTM através dos seguintes sinais:

  • Dores de cabeça e enxaquecas: esses sintomas são frequentes e podem ser causados pela tensão muscular ao redor da mandíbula e da cabeça.
  • Dores na articulação temporomandibular (ATM): a dor na área próxima à orelha, ao abrir ou fechar a boca, especialmente ao mastigar, pode indicar problemas nas articulações temporomandibulares.
  • Estalos e ruídos na articulação: observe estalos ou sons de cliques ao mover a mandíbula, principalmente ao abrir e fechar a boca.
  • Desconforto ou rigidez: a sensação de tensão ou dores musculares na face, ombro e pescoço pode ocorrer devido à rigidez na região da ATM.
  • Zumbido ou sensação de ouvido fechado: esse sintoma pode ocorrer devido à proximidade da ATM com o ouvido, afetando sua função e causando esses sintomas.

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Diagnóstico da DTM: métodos e exames essenciais

Para o diagnóstico da DTM, é necessária uma anamnese e avaliação clínica detalhada do paciente, colhendo informações sobre sinais, sintomas, histórico médico, hábitos e estilo de vida. A avaliação clínica examina sinais como dor, estalos ou limitação dos movimentos da mandíbula.

Exames de imagem são cruciais para o diagnóstico preciso. Entre os principais exames, destacam-se:

  • Radiografias: a radiografia auxilia na visualização de possíveis alterações ósseas na ATM.
  • Ressonância magnética (RM): avalia as condições dos tecidos moles da ATM, como discos articulares e cartilagens.
  • Tomografia computadorizada (TC): fornece imagens detalhadas das estruturas ósseas e pode identificar deformidades ou lesões na ATM.

Além disso, a análise da mordida e dos movimentos da mandíbula é essencial para identificar desequilíbrios ou problemas que possam estar afetando a função da ATM e contribuindo para a DTM.

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Tratamento da DTM: abordagens terapêuticas

O tratamento da DTM pode ser dividido em várias opções. Inicialmente, os tratamentos conservadores são geralmente a primeira linha de ação:

  • Uso de placas oclusais: placas oclusais podem ser eficazes no controle do bruxismo, aliviando a pressão sobre a ATM.
  • Terapias manuais e fisioterapia orofacial: wssas terapias são recomendadas para aliviar a dor e melhorar a mobilidade da mandíbula.
  • Exercícios de relaxamento e controle de estresse: técnicas de relaxamento ajudam a reduzir a tensão muscular, um dos principais fatores da DTM.

Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a opções medicamentosas para controlar a dor e a tensão muscular:

  • Anti-inflamatórios e relaxantes musculares: esses medicamentos proporcionam alívio imediato da dor e da tensão muscular.
  • Toxina botulínica: a toxina botulínica tem se mostrado uma grande aliada no tratamento da DTM, ajudando a relaxar músculos tensos e aliviar a dor crônica.

Em alguns casos, uma abordagem para correção de mordida e reabilitação oral pode ser necessária. Esses procedimentos visam equilibrar a oclusão do paciente e podem envolver o uso de alinhadores ortodônticos, reduzindo a sobrecarga na ATM.

Quando as opções menos invasivas não são eficazes, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos, como:

  • Artroscopia da ATM: usada para corrigir deformidades estruturais ou danos significativos na articulação.
  • Cirurgia ortognática: indicada para corrigir deformidades estruturais mais graves na mandíbula.

Cada tratamento deve ser individualizado, levando sempre em consideração a gravidade dos sintomas e a resposta do paciente a diferentes abordagens terapêuticas.

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Prevenção e acompanhamento da DTM

A odontologia desempenha um papel fundamental na prevenção e no acompanhamento da DTM. Identificar sinais precoces, como bruxismo ou má oclusão, durante as consultas regulares é essencial para evitar a progressão da condição.

Educar os pacientes sobre hábitos prejudiciais, como ranger os dentes ou lidar de forma inadequada com o estresse, é igualmente importante. O uso de placas oclusais pode ajudar a proteger contra o bruxismo, enquanto o monitoramento constante da DTM garante que o tratamento seja ajustado conforme necessário.

O acompanhamento regular é essencial para avaliar a eficácia das intervenções e realizar ajustes no tratamento quando necessário. As revisões periódicas também são importantes para garantir que os pacientes adotem hábitos saudáveis que contribuem para o controle da DTM a longo prazo.

Conclusão

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da DTM são fundamentais para prevenir complicações a longo prazo e melhorar a qualidade de vida do paciente. A detecção rápida dos sintomas permite a implementação de estratégias terapêuticas eficazes, aliviando os sintomas e promovendo o bem-estar geral do paciente. Uma abordagem integrada, envolvendo profissionais da saúde de diversas áreas, é essencial para o sucesso no manejo da DTM e na restauração da função e saúde da articulação temporomandibular.

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Cirurgiã-dentista, especialista em Harmonização Orofacial. Fundadora do Instituto Danielly Lima e empresária no ramo odontológico.

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